terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Destino

Começo a escrever com um pergunta, você acredita em destino?
O conceito básico diz que destino é a ordem natural estabelecida pelo universo, deus ou qualquer ser superior para o decorrer de nossa existência. Esse conceito nos diz que os acontecimentos ao nosso redor já estavam estabelecidos desde o início de nossas vidas, que o acaso não existe e que o que está por vir é inevitável e imutável. Então faço uma nova pergunta, e o livre-arbítrio?
Se nascemos com poder de escolha e decisão, o inevitável e o imutável já perdem sua força. Podendo mudar nossa direção pelos caminhos que nos são oferecidos, mudamos não só o nosso destino (ordem fixa e caminho único) mas também o dos que nos rodeiam, afinal nossas escolhas influenciam diretamente a vida dos que nos são próximos e as deles influenciam em outros que talvez nem conheçemos, fazendo com que uma frase sua dita em português dentro de um bar em São Paulo mude o rumo de uma pessoa que fala japonês em uma rua de Tókio. Se seguirmos por essa linha de pensamento chegamos a uma teoria de caos, onde uma pequena pedra só fez rolar a maior por conta do acaso de a pedra maior estar em seu caminho quando começou a rolar. Portanto nova pergunta, se o acaso existe e impera e tudo está em constante mutação, como explicar aquele amigo que você não via a mais de dez anos aparecendo em sua vida justo quando você mais precisava dele?
Respondendo às minhas próprias perguntas, cheguei a minha própria teoria (ainda imcompleta) sobre o destino. Acredito que exista um grande caminho pronto para nós desde o começo de nossa existência e que nesse caminho estão diversas situações que podemos encontrar na vida e junto dessas situações espaços "em branco", onde podemos criar nossas próprias situações. Em geral as pessoas seguem por esse grande caminho, fazem suas escolhas através do que já existe nele e nem se dão conta do que podem criar nos espaços "em branco". Outra parte dessa teoria diz que nossos caminhos cruzam os de outras pessoas, influenciando assim as escolhas delas e as nossas. E por diversas vezes esses caminhos seguem juntos por um tempo (como quando casamos, temos filhos, etc...). Essa teoria acaba sendo uma mescla do conceito básico de destino e de livre-arbítrio, dizendo que existe sim algo pré-determinado mas que pode ser alterado com nossas escolhas e vontade, e mostra que o acaso é a junção de vontades e desejos que se cruzam dentro desse grande plano.

Então pergunto novamente, você acredita em destino?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Mago
O Mago, primeiro arcano maior do tarot, vem geralmente simbolizado nas cartas como um jovem cercado pelos quatro elementos, mostrando assim o seu domínio sobre os mesmos. Porém ele é uma figura estática, demonstrando que embora tenha grande poder, ele ainda não o utiliza, sendo necessário ao mago a coragem para iniciar sua jornada e a direção para tornar seu poder útil. Dentro deste simbolismo, podemos perceber que antes do início de qualquer jornada precisamos de pleno conhecimento de nossas capacidades e coragem para utilizá-las ao máximo.
Sendo um grande manipulador dos elementos, acaba se tornando um exímio manipulador de pessoas, tendendo no seu lado negativo ao charlatanismo.
Representado pelo número 1, traz a potência de início de contagem desse número, de tudo o que é novo, do individualismo, o ego puro e a potência pulsante de criação, sendo assim um arcano de energia masculina.
Em senso prático, mostra pessoas jovens, inexperientes mas de grande capacidade.
Dentro da Cabala, é a ligação entre as sephiroth Kether e Binah, mas os significados mais profundos dos Arcanos na Cabala serão abordados em outros posts.

Imagens

Tarot Labirinth - Luis Royo
Tarot de Marselha
Gilded Tarot - Ciro Marchetti