segunda-feira, 15 de março de 2010

Quando os Dragões Choram


Seres de poder tremendo, vontade que move as linhas do destino, segredos profundos, sentimentos intensos, grandiosidade além da imaginação, sabedoria ancestral e um coração que abraça o mundo. Mas como diria o clássico: "poderes cósmicos fenomenais dentro de uma lampadazinha".
Não falo aqui sobre dragões como o título da a perceber, e sim de humanos, meros mortais de carne e osso que possuem espíritos do tamanho de dragões, mas que são reduzidos a pó quando lhes tocam os pontos fracos. Humanos como eu, como você, que têm tantos buracos nessa armadura frágil que é a vida, incapazes de se reerguer de golpes tolos e mesmo assim capazes de façanhas que fazem inveja até aos maiores dragões. Seres desconexos, desequilibrados e perdidos, que com gestos simples fazem sorrir até os mais infelizes. Crianças em mundo de loucos que choram quando não querem, perdem a cabeça nos piores momentos e criam coragem em momentos de desesperança.
Fracos como insetos, fortes como dragões e corajosos feito leões, mas que iguais aos dragões que nos protegem, incapazes de derramar uma simples lágrima quando querem e incapazes de segurar a torrente salgada quando não a desejam.



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